A história da nossa News de hoje não começa com uma planilha de treino. Começa em um centro cirúrgico.
Jackeline Huguet tem 50 anos, é nutricionista, mora no Rio de Janeiro, é casada, tem dois filhos e uma rotina extremamente intensa. Atende pessoas o dia inteiro, trabalha com nutrição clínica e esportiva e, por muito tempo, viveu com a saúde sempre ficando para depois.
“A corrida era uma coisa que eu queria fazer, mas sempre ficava para quando tivesse tempo. E esse tempo nunca chegava.”
A mudança não veio por vontade. Veio por necessidade.
Após um câncer de pulmão, Jackeline passou por uma cirurgia em que um de seus pulmões foi retirado. Ainda no centro cirúrgico, antes mesmo de saber o que enfrentaria no pós tratamento, tomou uma decisão.
“Eu me comprometi ali que ainda faria uma maratona.”
Quando recebeu alta e pôde voltar a se cuidar, a corrida de rua foi a primeira atividade que entrou na rotina. Em 2018, ela começou a correr. No ano seguinte, completou sua primeira meia maratona.

Desde então, a evolução foi consistente. Hoje, Jackeline soma dezoito meias maratonas, uma maratona completa e diversas provas de desafio. Tudo isso correndo com apenas um pulmão funcional.
O momento mais marcante dessa jornada aconteceu em 2024, na Maratona do Rio.
“Com todo o suporte da Corrida Perfeita, foi o momento mais especial da minha corrida.”

Mas a maior conquista não foi a medalha.
“Sem dúvida, foi conseguir me encaixar como prioridade dentro de uma rotina tão cansativa.”
Jackeline treina com constância. Corre, nada, faz musculação e pilates. Não se lesionou ao longo do processo. Para ela, isso não é coincidência.
“Eu entendo que a constância do treinamento e o acompanhamento personalizado fazem isso ser possível.”
Em 2025, a rotina seguiu intensa. Mais de mil e trezentos pacientes atendidos ao longo do ano. E, no mesmo período, mil e trezentos quilômetros corridos.
“Tudo isso porque consegui encaixar dentro de uma rotina possível para uma mulher que trabalha muito, que é empreendedora.”
O maior desafio hoje não é físico. É respeitar a própria agenda de treinos.
“Meus horários de treino são inegociáveis.”
Para Jackeline, o Corrida Perfeita vai além do treino.
“Não é só planilha. É comunidade, pertencimento e o suporte técnico que existe por trás de tudo.”
Essa história não é sobre alguém acima da média. É sobre uma pessoa comum que decidiu não esperar outro susto para priorizar a saúde.
Não para viver mais tempo, mas para dar mais vida aos seus dias.
Se ela conseguiu correr uma maratona com metade da capacidade respiratória, depois de uma cirurgia e dentro de uma rotina exaustiva, talvez a pergunta não seja se você consegue.
Talvez seja apenas quando vai começar.
O Clube Corrida Perfeita existe para te acompanhar nesse processo, seja qual for o seu ponto de partida.
Priorizar a saúde não precisa esperar algo acontecer.
